A escritora e jornalista Raíla Maciel segue com a circulação de Eu Nunca Falei Sobre Isso por unidades do Sesc RJ. Nos dias 10 e 11 de setembro, a autora estará no Sesc Campos e no Sesc Grussaí para rodas de conversa sobre literatura, memória, identidade e as experiências de mulheres negras. As atividades integram o projeto selecionado pelo Edital de Cultura Sesc RJ Pulsar, com produção de Zuza Zapata.
Publicado de forma independente, Eu Nunca Falei Sobre Isso parte de experiências autobiográficas para abordar o processo de reconhecimento da autora como mulher negra. Ao transformar vivências pessoais em literatura, Raíla Maciel constrói uma narrativa que atravessa questões como racismo, silenciamento, ancestralidade, pertencimento e reconhecimento, aproximando a experiência individual de questões que fazem parte da trajetória de muitas mulheres negras brasileiras.
Nas rodas de conversa, a autora compartilha o processo de criação do livro e propõe um diálogo com o público sobre as possibilidades da literatura como ferramenta de elaboração da própria história. Os encontros também abrem espaço para que leitores compartilhem suas experiências, memórias e percepções a partir das questões levantadas pela obra.
Maranhense de São Luís e radicada em Macaé há uma década, Raíla construiu sua trajetória entre o jornalismo, a literatura e a atuação cultural. Formada em Comunicação Social – Jornalismo pela Universidade Federal do Maranhão (UFMA), integra a Academia Macaense de Letras, da qual é a integrante mais jovem. Em 2025, participou da antologia Mora na Filosofia, da Festa Literária das Periferias (FLUP), após uma imersão literária que reuniu escritores sob orientação de nomes como Conceição Evaristo e Leci Brandão.
A circulação pelo Sesc RJ já passou por seis unidades em diferentes regiões do estado e tem como proposta aproximar a obra de públicos diversos por meio de encontros que privilegiam a escuta e a troca. A iniciativa amplia o alcance de uma literatura que nasce da experiência individual, mas encontra ressonância em histórias coletivas.
O livro dialoga com a tradição da literatura negra e com o pensamento de autoras como Conceição Evaristo, Carolina Maria de Jesus, Audre Lorde, Neusa Santos Souza, bell hooks e Djamila Ribeiro. Para Raíla, a escrita também se apresenta como possibilidade de romper silenciamentos, elaborar experiências e produzir novas narrativas sobre mulheres negras.
Fonte: ASCOM





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