A Ponte Barcelos Martins, também conhecida como Ponte de Ferro ou Ponte de Pau, como era chamada em 1873, ano de sua inauguração, vai muito além do simples ir e vir dos dias atuais. Ela é parte fundamental da história, da industrialização e da identidade de um povo: nós, campistas.
Ao longo de seus 153 anos, a ponte passou por inúmeras interdições, como a registrada no último sábado, dia 28 (AQUI). Em levantamento realizado pelo blog, a última ocorrência documentada de proporções semelhantes aconteceu há 34 anos, em 30 de março de 1991, quando o segundo pilar, no sentido Guarus Centro, sofreu danos estruturais.

À época, a Prefeitura de Campos contratou uma empresa especializada em construção hidráulica para realizar a manutenção e a recuperação do pilar. “A recuperação constituiu-se em um complexo trabalho de engenharia hidráulica, realizado dentro de critérios rigorosos, visando à segurança”, afirmou o então secretário de Obras, Carlos Augusto Siqueira.
Entre os dias 9 e 10 de julho de 1991, dois caminhões carregados de terra, totalizando 20 toneladas, permaneceram estacionados sobre a ponte por mais de dez horas para a realização de testes de carga. “Uma verdadeira prova de fogo”, disse Carlos Augusto, dias antes da liberação da estrutura, que ocorreu em 16 de julho daquele ano.
Nas imagens atuais, é possível observar a diferença visual entre o segundo pilar, no sentido Guarus Centro, e os demais, um efeito que tende a se repetir após a reestruturação do dano registrado no último fim de semana.
Mais do que ligar as margens direita e esquerda do Rio Paraíba do Sul, em Campos, a Ponte Barcelos Martins simboliza resistência, união e progresso. É, sobretudo, a materialização do direito do povo de ir e vir.






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