O Porto do Açu segue como um dos principais vetores de desenvolvimento socioeconômico do Norte Fluminense. Além de referência nacional em logística e infraestrutura, o complexo porto-indústria é um importante gerador de oportunidades, renda e qualificação profissional. Apenas a Porto do Açu Operações, administradora do empreendimento, deverá encerrar 2025 com aproximadamente R$ 60 milhões investidos em fornecedores locais, valor que representa mais de 20% de todas as contratações da empresa.
Ao longo do ano, 145 fornecedores da região foram desenvolvidos pelo Porto do Açu por meio de ações de relacionamento, encontros, rodadas de negócios e iniciativas de capacitação. Cerca de 1.800 jovens do Norte Fluminense também participaram de programas de porta de entrada, qualificação profissional e agendas de desenvolvimento. Em pouco mais de 11 anos de operação, iniciada em outubro de 2014, o Porto estruturou iniciativas como Jovem Aprendiz, Estágio Técnico e Estágio Superior, ampliando a empregabilidade local e atraindo jovens talentos para o Açu.
Impacto positivo no território
Hoje, cerca de 70% dos 7 mil colaboradores de todas as empresas instaladas no complexo portuário residem em São João da Barra ou Campos dos Goytacazes, reforçando o compromisso do empreendimento com a geração de oportunidades e o desenvolvimento regional. Aproximadamente 6% do PIB brasileiro passa pelo Açu, e 40% da receita tributária própria de São João da Barra é oriunda de IPTU e ISS pagos pela Prumo Logística, holding responsável pelo desenvolvimento do complexo, e suas subsidiárias (Porto do Açu Operações, Ferroport, Vast Infraestrutura, GNA, Dome e efen).
Marcos de 2025
Em um ano marcado pela COP30, o Porto do Açu avançou em projetos essenciais para apoiar o Brasil e o mundo na redução da pegada de carbono. No hub de hidrogênio, que tem potencial para acelerar a descarbonização de diversos segmentos industriais, foram firmados novos contratos de reserva de área com Yamna, Sempen e H2Brazil, além do início do licenciamento de mais 4,5 milhões de m².
O Porto também deu entrada no licenciamento de um hub de ferro metálico, que produzirá o insumo com menor emissão de carbono a partir da redução direta do minério de ferro usando gás natural. O ferro esponja resultante é compactado e transformado em HBI (Hot Briquetted Iron). O hub do Açu permitirá uma redução de até 60% nas emissões de CO₂ em relação ao método tradicional de produção de ferro gusa em altos-fornos a carvão mineral. A tecnologia já nasce preparada para, no futuro, utilizar hidrogênio de baixa emissão, abrindo caminho para uma cadeia de produção de aço de emissões próximas a zero.
A descarbonização do setor marítimo também registrou avanços importantes. O Porto do Açu realizou em 2025 o primeiro abastecimento com HVO (diesel verde) do setor marítimo no país, combustível capaz de reduzir em até 80% as emissões de CO₂ equivalente das embarcações. Além disso, firmou acordo com o Porto de Antuérpia-Bruges para criação de um corredor marítimo verde entre o Norte Fluminense e a Europa. Outro marco foi o início da construção do parque de tancagem do Terminal de Líquidos, que nasce preparado para armazenar combustíveis do futuro, como SAF e e-methanol.
O Açu avançou ainda na implantação do primeiro hub de descomissionamento sustentável do Brasil, com a assinatura de dois novos acordos: um consórcio com a IKM Testing e um memorando de entendimento com a SISTAC. Ambos visam viabilizar serviços essenciais para o pré-desmantelamento de plataformas e unidades offshore, como inspeção, manutenção, reparo e descontaminação. Esses avanços posicionarão o Porto como referência nacional em acostamento temporário, pré-desmantelamento e desmantelamento de unidades offshore.
Já o Terminal Multicargas (T-Mult), administrado pela Porto do Açu Operações, ampliou sua capacidade com 500 metros de cais e um segundo berço, permitindo a operação simultânea de dois navios e elevando a movimentação anual para 2,7 milhões de toneladas. Uma área de 420 mil m² está pronta para futuras expansões. O terminal também diversificou seu portfólio com novas cargas: trigo, tarugo (insumo para a siderurgia) e milho não transgênico, que marcou a primeira exportação do agro mato-grossense pelo Porto. Entre as iniciativas futuras estão uma unidade misturadora de fertilizantes, um terminal dedicado a grãos, uma esmagadora, uma planta de fertilizante de nitrogênio e a integração ferroviária.
A GNA II iniciou suas operações após um investimento de R$ 7 bilhões, tornando-se a maior usina a gás natural do país. Com 1,7 GW de capacidade instalada, representa cerca de 10% de toda a geração a gás natural da matriz elétrica brasileira e pode fornecer energia segura para até 8 milhões de residências.
A Reserva Caruara, maior reserva privada de restinga do Brasil, segue se consolidando como polo de sustentabilidade, educação ambiental e pesquisa científica. São 40 km² de área protegida, mais de 20 programas de monitoramento, mais de 47 mil visitantes até outubro de 2025 e mais de 69 pesquisas científicas realizadas. A Caruara também firmou este ano seu primeiro contrato com empresa de fora do Porto, a EDF Brasil, fechou acordo de cooperação técnica com o Inea para desenvolver projetos de educação ambiental no Norte Fluminense e foi oficialmente incluída no mapa do Ministério do Turismo como atrativo natural de turismo sustentável. A reserva também avança em estudos para geração de créditos de biodiversidade (com a Era Brazil) e de carbono (com a Econ, via metodologia PSA CarbonFlor).
Os avanços de 2025 consolidam o Porto do Açu como um dos principais vetores de desenvolvimento do Norte Fluminense. Com investimentos de longo prazo, geração de oportunidades para a população local e iniciativas alinhadas às agendas de inovação e sustentabilidade, o complexo reforça seu compromisso com um crescimento que beneficia a região, o estado e todo o país. O Porto segue preparado para ampliar sua contribuição ao desenvolvimento econômico e para liderar projetos essenciais para o futuro da energia, da indústria e da logística no Brasil.
Sobre o Porto do Açu
Localizado no norte do Rio de Janeiro, o Porto do Açu é o maior complexo porto-indústria privado de águas profundas da América Latina. Em operação desde 2014, é administrado pela Porto do Açu Operações, uma parceria entre a Prumo Logística e o Porto de Antuérpia-Bruges Internacional. Atualmente, 30 empresas já estão instaladas no complexo, incluindo clientes e parceiros de classe mundial. Com operações consolidadas em minério, petróleo e gás natural, o Açu acelera sua industrialização com foco em projetos de baixo carbono, reafirmando sua posição como o porto da transição energética no Brasil.





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